Category: Poemas e pensamentos

Janelas


Depois de aberto os olhos e a mente,

encontrar janelas abertas será consequência…

Logo em seguida,

no mundo inteiro,

no seu,

no do próximo.

Em mundos mais distantes ….

A chave para abri-las;

Todas

Esta em descobrir

o caminho correto;

pois,

fazer o certo é fácil,

porém, primeiro terá que descobrir

o que é correto ?

Difícil !

mas…

Depois de aberto os olhos e a mente,

encontrar janelas abertas será consequência…

Logo em seguida

No mundo inteiro

…..

Autora: Patrícia Queli Martins.



Alguma janela em Jundiaí

Alguma janela no Paraná.

Alguma janela em Paraty.

Uma janela em algum lugar do mundo.

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Pablo Neruda.


Cora Coralina.


Passarinho.

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O cio da terra

Debulhar o trigo
Recolher cada bago do trigo
Forjar no trigo o milagre do pão
E se fartar de pão

Decepar a cana
Recolher a garapa da cana
Roubar da cana a doçura do mel,
Se lambuzar de mel

Afagar a terra
Conhecer os desejos da terra
Cio da terra, propícia estação
De fecundar o chão.

Milton Nascimento.



Conhecer os desejos da terra.

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José, Carlos Drummond

Passarinho

100 dias entre céu e mar


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José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz verso,

que ama, protesta?

e agora, José?

 

Esta sem mulher,

esta sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tido mofou,

e agora, José?

 

E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio- e agora?

 

Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?

 

Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse,

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse…

Mas você não morre,

você é duro, José!

 

Sozinho no escuro

qual bicho do mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

 

Uma das mais belas obras de Carlos Drummond de Andrade, de presente para você.

Com sugestão de: Quando não souber o que fazer…

CULTIVE!

uma flor, uma planta, uma amizade, com certeza lhe farão companhia, nos dias menos festivos da vida…

Teogonia, (Descrição da origem do mundo dos gregos), que se desenvolve com geração sucessiva dos deuses, e na parte final, com o envolvimento destes com os homens originando assim os heróis. Poema mitológico em 1022 versos.

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